E então, poucos meses depois do
nosso processo ter chegado a Cabo Verde, recebemos a notícia de que havia uma
criança referenciada numa instituição local, e que caso concordássemos, que nos
seria enviada informação sobre ela.
Nesse momento sentimos um enorme
frio no estômago, acompanhado por um misto de sentimentos: felicidade, incredibilidade,
medo…
De um momento para o outro deu-se
uma reviravolta nas nossas vidas. Tudo entrou num enorme turbilhão de desejos:
como é, que idade tem, é SAUDÁVEL? Queríamos saber tudo tudo, e ainda mais.
Tinha chegado o momento :)
No entanto, a informação era
escassa, como se pode imaginar.
Entrámos em contacto com a
advogada (daí termos optado por contratar uma advogada primeiro, pois não o
queríamos fazer em cima do joelho, mesmo correndo o risco de ser de uma ilha
distante daquela onde estaria a criança), e pedimos-lhe 1 coisa: análises ao
HIV e Hepatite.
Chegou também uma foto. Atrevo-me
a dizer que para nós, pessoas muito visuais talvez até por defeito profissional,
que valorizamos imenso esse contacto, foi Muito Importante, pois desde logo se
criou uma empatia tal que ainda hoje é difícil de explicar.
Refira-se que a foto era de uma
tal qualidade que nem os “mágicos” do Photoshop conseguiram tratá-la. Mas deu
para a criação desse laço.
Face a isto, pedimos à advogada que tratasse dos
procedimentos para que o processo pudesse avançar.
E assim foi…