Chegou
a criança de “cá”.
E atendendo à sua tenra idade, tem ocupado todo o tempo.
Daí, não
tem sobrado tempo para dormir e para escrever no blog… ou 1 ou outra ;)
sexta-feira, 14 de junho de 2013
O Casal MJ e P.
Ajuda muito, antes de se iniciar um processo destes, conhecer alguém que já o tenha feito. E nessa aspecto, o casa MJ e P foram excepcionais.
Tudo começou no momento em que a minha mulher descobriu um testemunho deles na net e lhes enviou uma mensagem. Com a resposta veio o convite para nos encontrarmos na sua casa, conversarmos e conhecermos as suas crianças, fruto de 2 adopções internacionais.
Explicaram-nos o que é que se deveria fazer e quais as expectativas que poderíamos e deveríamos ter, relataram-nos os seus casos e com isso desmistificaram muitos dos nossos receios.
Eram muitos, de facto, pois num processo deste, nem tudo são rosas... se no fim vêm a ser, podemos dizer que o caminho é repleto de Muitos Espinhos!
Hoje em dia, tornou-se um pouco mais fácil, pois surgiu a Meninos do Mundo, ONG que se dedica especificamente a este assunto e que é extremamente útil em muitos casos.
Aqui fica o link para o seu site.
http://www.meninosdomundo.org/
Explorem-nos, perguntem, envolvam-se!
Tudo começou no momento em que a minha mulher descobriu um testemunho deles na net e lhes enviou uma mensagem. Com a resposta veio o convite para nos encontrarmos na sua casa, conversarmos e conhecermos as suas crianças, fruto de 2 adopções internacionais.
Explicaram-nos o que é que se deveria fazer e quais as expectativas que poderíamos e deveríamos ter, relataram-nos os seus casos e com isso desmistificaram muitos dos nossos receios.
Eram muitos, de facto, pois num processo deste, nem tudo são rosas... se no fim vêm a ser, podemos dizer que o caminho é repleto de Muitos Espinhos!
Hoje em dia, tornou-se um pouco mais fácil, pois surgiu a Meninos do Mundo, ONG que se dedica especificamente a este assunto e que é extremamente útil em muitos casos.
Aqui fica o link para o seu site.
http://www.meninosdomundo.org/
Explorem-nos, perguntem, envolvam-se!
segunda-feira, 20 de maio de 2013
O Porquê de Cabo Verde.
Depois de decidido que o caminho
passaria por uma adopção internacional, foi necessário procurar. Desbravar este
mundo e o outro. E nisso, a internet é uma grande ajuda. Tão grande como foi
termos encontrado um casal fantástico que foi um dos pioneiros nesse mundo.
Casal esse que nos abriu as portas
da sua casa, nos relatou as suas experiências de vida e nos apresentou as suas
2 filhas, fruto de 2 processos de adopção internacional. Neste caso, Cabo Verde.
Com eles ficámos a conhecer esta
realidade, que muitas das vezes é extremamente dura e crua, cheia de altos e
baixos, de avanços e recuos, mas sempre com um objectivo: a Felicidade. Dos pais
e dos filhos.
E, como era fundamental a
persistência e a perseverança, para combater e superar as dificuldades que aí
viriam. Sim, um processo internacional é muito mais desgastante, quer
financeira quer emocionalmente do que um processo nacional.
Como não existem coincidências,
Cabo Verde sempre esteve muito presente nas nossas vidas. Tanto eu como a minha
mulher temos grandes amigos cabo-verdianos: alguns nascidos lá, outros nascidos
em Portugal mas descendentes de cabo-verdianos, e essa convivência também ela começava
a influenciar o nosso caminho.
Esses Grandes Amigos foram,
também eles, as nossas âncoras em momentos mais difíceis, e com a sua ajuda
conseguimos superar muitas dificuldades.
Amigos cá e lá, amigos do
coração, que nos abriram as portas das suas casas e das suas vidas, não
descansando enquanto não conseguimos terminar a nossa demanda.
(Imagem retirada da internet)
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Crescimento Pessoal.
Um pouco a reboque de uns
comentários que aqui foram colocados, e como de certa forma, já estava no
horizonte esse assunto, aqui ficam estas palavras.
Primeiro do que tudo importa
realçar que um processo de adopção é, também ele, um processo de crescimento
pessoal. Pelo menos, para nós, foi! E, olhando agora para trás, constato que
foi um Grande Crescimento.
E, sim… No início, quando nos
deparámos com aquelas perguntas do questionário, as nossas respostas recaíram
sobre uma criança caucasiana, pequenina (bebé), de sexo indiferente. E porquê?
Porque era aquilo que nos parecia
mais natural. Se calhar, até por questões culturais e sociais enraizadas, mas
que nos pareciam naturais. Rapaz ou Rapariga, pequeno para podermos educar e
formar, e caucasiano, porque somos caucasianos. Ponto.
E, eu sou daqueles que acredita
que, na Vida, nada acontece por acaso. Muitas vezes são as dificuldades que nos
abrem os olhos e nos despertam para a realidade, como uma verdadeira Chapada.
E, quando nos é dada a
“informação” de que o timing para a adopção de uma criança com aquelas
características ronda os 6 ou 8 anos, mas que pode ser mais ou menos, pois as
crianças não “caem do céu”, esta caiu como uma grande chapada. Um Abre Olhos
como alguns amigos dizem.
O facto de ser caucasiana ou mestiça,
pouco iria inflectir no tempo de espera. Ou seja, passaria de uns 6 a 8 anos, para
uns 4 a 6 anos… O que, para nós era tempo demais.
Desta dificuldade ou contratempo,
chamemos-lhe o que quisermos, veio a Luz. Conversámos sobre o que realmente
queríamos, qual era o nosso objectivo de vida e como o poderíamos alcançar.
Posso confessar que o apoio da
família, que já era imenso, ainda se manifestou de uma forma mais forte e
presente.
Presente e com um apoio total.
A ideia de terem um neto e/ou
primo de outra raça, em nada influiria no Amor e carinho que lhe iriam dar. E,
se existem crianças noutros países passíveis de ser adoptadas, e se estávamos
dispostos a percorrer meio mundo para ir buscar um filho e com isso concretizar
um sonho, então que nos atirassemos de cabeça.
Ou seja, se existia algum medo,
sabíamos que poderíamos contar com o apoio das nossas famílias para os
combater, e dos nossos verdadeiros amigos, também o iríamos certamente ter.
Também o facto de termos
conhecido um casal maravilhoso, que nos abriu as portas das suas casas e da sua
família, e nos mostrou como é adoptar Lá, contribuiu para que tivéssemos ainda
mais certeza de que era aquilo que realmente queríamos.
Juntando a isto a ideia que
perfilhamos de que, qualquer criança que seja adoptada tem o direito de saber
que o foi, e que isso não é um estigma na sua vida, mas sim algo que a fará
mais forte, tornou a raça um factor menor.
A idade? De 1 para os 2 anos? Se
calhar foi mais uma feliz coincidência… A nossa primeira filha tinha sido
recusada, por um casal, quando tinha 15 meses, porque era demasiado velha.
DEMASIADO VELHA COM 15 MESES??? Está tudo maluco???
Por tudo isto, acho que se consegue
perceber que a diferença na idade, entre 1 ou 2 anos, é pouco significativa.
Ainda são perfeitamente “moldáveis”, para além do facto de termos poucas ou
quase nenhumas memórias dos nossos primeiros anos de vida. Falo por mim, é
claro.
Depois da chegada da 1ª filha, a
questão racial colocou-se… E, não se estando a tratar de crianças como se fala
de um Pantone, optámos por alterar os nossos requisitos.
Em primeiro lugar, passou de sexo
indiferente para menina, pois assim todos quisemos cá em casa. Desde o pai,
passando pela mãe e sobretudo pela irmã, todos concordámos que seria uma
menina.
Na questão da raça, ou do tipo de
pele, resolvemos alterar o que tínhamos inicialmente pensado. Até porque
queríamos que elas tivessem uma união racial.
Então optámos por uma menina que
fosse mestiça, que poderia ter mais ou menos café no leite. :)
PS: Posso confessar que nunca
senti uma reacção racista. Ou é porque sou distraído, ou então é porque não
ligo mesmo a malta que não o merece.
terça-feira, 14 de maio de 2013
A 1ª “RECUPERAÇÃO”.
Após esta notícia, o Mundo como
que parece desmoronar-se debaixo dos nossos pés. Contas e mais contas, e nunca
menos dos 40 anos (Pai) é que conseguiriam vir a ser pais.
E porque não virarmo-nos lá para
fora? Existem adopções internacionais? É possível? Já alguém o fez? E,
estaríamos dispostos a isso? Nós e quem nos rodeia mais de perto, nomeadamente
pais e família?
Porque não?
O AMOR é diferente conforme a cor
da pele ou o tipo de cabelo? São menos crianças? São menos filhos?
Nada disso!!
Assim, depois da 1ª desilusão,
chegou a 1ª esperança, uma luz ao fundo do túnel. Ainda pequena, mas que
rapidamente viria a crescer…
segunda-feira, 13 de maio de 2013
O 1º “CHOQUE”.
Pois é…
Depois de recebido o tão esperado
“papelinho”, há que saber o que se segue. E, para isso, nada melhor do que
agendar uma reunião com os técnicos da SS e perguntar.
Atendendo às características da
criança pretendida, até 1 ano, caucasiana, sexo indiferente, passível de
possuir alguma doença que, dentro das nossas possibilidades, fosse passível de
conseguir lidar, nomeadamente asma, diabetes, alergias, entre outras do género,
o tempo expectável andaria entre os 6 a
8 anos.
PUMMMM… 6 a 8 ANOS ????
Há que esclarecer que as nossas
idades eram 27 (Mãe) e 34 (Pai)… e, tendo em conta que a idade mínima eram os
25 anos, não se estava muito fora do prazo.
E, sim… este foi o 1º choque…
GRANDE.
domingo, 12 de maio de 2013
O início desta “aventura”.
E como é que se começa uma “aventura” destas?
Primeiro que tudo, tem que existir VONTADE.
Vontade de construir algo, de constituir uma família, de dar
e receber AMOR INCONDICIONAL, enfim, de ser PAI e MÃE.
Então, primeiro do que tudo foi
necessário procurar informação sobre como e onde iniciar um Processo de
Adopção.
E estávamos no verão de 2007,
mais concretamente em Agosto.
Visitámos o site da Segurança
Social, onde estava tudo explicado.
Então, iniciámos a nossa demanda
de preencher papeladas, recolher documentos, entre eles Registos Criminais,
Certidões de Nascimento e de Casamento, Declarações do IRS, Fotocópias dos
documentos de identificação (BI’s na altura) e Fotografias.
Depois foi entregar tudo nos
serviços da Segurança Social, que na altura estavam instalados na Rua de
Santana à Lapa.
Fomos informados que a
candidatura iria ser analisada e que o passo seguinte seriam 3 reuniões, 2
delas naquelas instalações e 1 em nossa casa, para “avaliação” das condições.
Ou seja, para que pudessem ver se
tínhamos espaço para receber uma criança, se estavam reunidas as condições
mínimas de salubridade, etc e tal… Pelo menos foi isso que nos pareceu.
E, sensivelmente 7 meses depois, chegou uma carta, com
o tão aguardado certificado, atestando que tínhamos sido considerados um “casal
adoptante”.
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